terça-feira, 23 de abril de 2013

Experiência Transformadora em Bali - com Kute Blackson


Amigas e Amigos,
Namaskaram

Segue abaixo, o e-mail que recebi da super e queridíssima amiga Andre Alves (http://andreaalves.blog.br) eu queria muito ir, nesse momento não rola, mas quem sabe em um futuro próximo.

Abs a todos e a todas !
Jay Ma !
Erick Schulz


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Olá Queridos Amigos,

Hoje vou dividir com vocês uma experiência sensacional capaz de mudar a vida e nos aproximar DE VERDADE da felicidade que já somos!
Um amigo e irmão de jornada com quem tive a oportunidade de estar na Califórnia no ano passado, Kute Blackson, criou uma grande experiência chamada
Boundless Bliss Bali, onde um grupo seleto de 21 pessoas parte para uma imersão no autoconhecimento gerando uma transformação profunda na vida de
cada participante.



Num dos lugares mais acolhedores e contemplativos do mundo, o retiro transformacional de 11 dias em Bali busca desbloquear o seu verdadeiro potencial e
impulsionar a vida que você nasceu para viver. Completamente diferente de qualquer coisa que você já tenha vivido!
Kute guiará os 21 visionários ao coração de Bali, mostrando a Bali que os turistas nunca verão, facilitando sua transformação interna e sua conexão com o
mundo ao redor de maneira mais livre.

Confira lá no blog o vídeo de 7 minutos onde Kute relata a experiência e acompanhe maiores detalhes para a inscrição no programa.



Com este grupo de líderes você terá a oportunidade de dividir insights com visionários que estão comprometidos com uma mudança de impacto no mundo,
trocando ideias, conhecimento e inspirações para frutificar este sonho da felicidade para todos.

Para se inscrever no programa clique no link abaixo e preencha os campos de cadastro, colocando na mensagem que você conheceu o programa através do
blog de Andrea Alves. Eles agendarão uma entrevista em seguida.


Qualquer dúvida também podem nos contatar pelo email contato@andreaalves.blog.br

Grande beijo a todos e espero vê-los em Bali!
Namaste
DEA


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Andrea Alves
Yogaterapia Ayurveda

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Aprender Ayurveda para que?


As vezes penso por horas, o porque, das pessoas quererem aprender Ayurveda. Será que é somente para ganhar dinheiro? Ou é para se auto conhecer? Ou é para conviver melhor com as pessoas? Sinceramente, a cada dia que passa eu fico mais e mais sem saber.

As pessoas sem saber, ou com consciência, colocam tudo que aprenderam de tão maravilhoso através do Ayurveda esgoto abaixo, é como se colocassem tudo em uma privada e apertasse o botão.
 
O ensinamento primordial do Ayurveda é que todos os seres humanos são seres únicos. Aprendemos sobre os Pancha Maha Bhutas que geram os Doshas e assim sucessivamente que geram a individualidade em cada um de nós, incluindo Manas, Koshas, Dhatus, Srotas etc, e todas as nossas experiências.

O nosso planeta é multi cultural, multi racial, com uma diversidade maravilhosa e o Ayurveda fala exatamente sobre isso em seus ensinamento, o respeito pelo que cada ser humano é.

Precisamos analisar a pessoa como ela é e respeita-la. Mas, infelizmente isso não acontece dentro do meio do Ayurveda. (imagino fora do meio do Ayurveda então) As pessoas ainda querem as coisas dentro do que pensam ser o correto, do que acham que é o melhor e dessa forma jogam o ensinamento do Ayurveda no lixo.

Nós que estudamos Ayurveda, somos muito mais responsáveis em entender cada pessoa como ela é, individualmente, e devemos assim respeita-la e não achar que da minha, ou de outra forma, seria melhor. Não, a melhor forma daquela pessoa é como ela é, como ela se apresenta e pronto. Isso se chama respeito, Isso se chama Ayurveda.

Não existe o melhor dosha, o melhor pancha maha bhuta, não existe a melhor guna, não existe o melhor ser humano.

Há alguns meses atrás rolou na internet uma imagem onde dividiam três tipos de empregadas domesticas desenhadas. Uma era pitta, outra era kapha e outra era vata, e classificava na imagem como cada uma trabalhava. Por mais que fosse uma piada, isso não existe no ayurveda, isso é preconceituoso e isso gera discriminação e separatividade.

As pessoas esperam achar num professor, num profissional, num terapeuta aquilo que ela acha ser o melhor e esquece que antes de qualquer coisa aquela outra pessoa possui um individualidade e mesmo que aquele outro ser fosse o seu irmão(a) gêmeo, vocês não seriam iguais.

O principal ensinamento no Ayurveda as pessoas estão esquecendo que é: respeito ao próximo, o respeito pelo o que aquele ser é, não importando, a cor, gênero, classe, certificado na parede ou quanto custa o seu carro.

Não existe padrão no Ayurveda, não existe tabelinhas no Ayurveda, não existe o que você quer no Ayurveda.

Pense ayurvédicamente, viva ayurvédicamente e sonhe ayurvédicamente.

Abraços Ayurvédicos
Erick Schulz

sábado, 23 de março de 2013

Calar-se Diante de uma Injustiça não é ser da PAZ é ser omisso


Muito vejo nos dias atuais as pessoas preferindo se calar do que mostrar sua própria opinião ou então se calar perante fatos muitas vezes criminosos.

No Ayurveda e no Yoga aprendi a ser verdadeiro, não só com todos ao meu redor mas antes de tudo comigo mesmo. Ser verdadeiro não é sair falando o que eu acho e penso a todos os ventos, e SIM ser eu mesmo em todos os momentos e seguir realmente o que ensino e não separar minha vida pessoal com o meu trabalho que tanto amo, tudo faz parte de um coisa só, tudo isso faz parte do meu EU.

Como está escrito na imagem abaixo: "Calar-se diante de uma injustiça não é ser da PAZ é ser omisso"

Sim, eu aprendi isso com o tempo. Baixei a cabeça e me calei muitas vezes em relação as atrocidades que vi e presenciei em nome do yoga e ayurveda, mas vi que muitos passam ou passaram pelo mesmo e só se sentiram fortes para falar para se expressarem quando outros que não tiverem medo falaram antes.

Não se cale, não tenha MEDO, outros(a) pessoas que já passaram o mesmo que você estão em todos os lugares para ajudar e dar força.

Não nos calemos mais para as tiranias, agressões físicas, mentais e sexuais, não nos calemos mais para as loucuras em nosso meio.

Não é porque, fulano ou beltrano possui nome em sanscrito, é chamado de mestre, tem um título de médico, dr., psicologo, se veste de laranja, tem livros escrito e discípulos que essa pessoa tem o direito de pensar ou fazer alguma coisa com você.

DENUNCIE, é a força de várias pessoas juntas denunciando que podemos colocar pessoas como essas na CADEIA ou no mínimo avisar outras pessoas menos desavisadas.

Por favor, não dê a desculpa que sabe de tudo, mas somente estuda com essa ou outra pessoa porque ele é bom professor, isso é ser conivente com tudo, absolutamente tudo que essa pessoas fazem. Vc fazendo isso está sendo igual aquela pessoa.

Que Kali abençoe a todas e todos !!!
Jay MA !

Erick Schulz
Post postado no facebook de Erick Schulz no dia 27/03/2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Curso de Formação em Yoga no Instituto Naradeva Shala


CURSO DE FORMAÇÃO EM YOGA
CURSO LIVRE DE FORMAÇÃO e PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM YOGA (MEC)

Curso coordenado pela SPEI - Faculdades SPEI, registrado no MEC em parceria com a Unipaz Paraná - Universidade Holística Internacional, Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala e Portal do Yoga

Início em Março de 2013

Inscrições Abertas - Vagas Limitadas

OBJETIVOS DO CURSO
• Formar profissionais das diversas áreas;
• Oferecer uma especialização de cunho teórico-prático, embasada em metodologia acadêmico-científica;
• Contribuir para a compreensão da natureza da consciência e da saúde integral;
• Vivenciar, estudar e integrar os conteúdos advindos do Yoga com os da Pesquisa Moderna da Consciência;
• Vivenciar técnicas terapêuticas eficazes para auxiliar a percepção e compreensão do novo paradigma, dos contextos, das mudanças de valores e integração de realidades;
• Conscientizar profissionais para lidar com o indivíduo em sua totalidade de ser;
• Possibilitar uma visão integrada de mundo, um pensar, sentir e agir coerentes, buscando a integração das várias dimensões da consciência humana;
• Discutir e analisar as diversas especificidades de aplicação de referencial do Yoga em outras áreas do conhecimento humano;
• Desenvolver e aprofundar, na área dos conhecimentos teóricos e práticos do Yoga e sua aplicabilidade na contemporaneidade;
• Construir conhecimento sobre as diferentes dimensões dos processos de integração;
• Possibilitar o auto-conhecimento, auto-desenvolvimento.


PÚBLICO-ALVO
Destina-se a profissionais como Médicos, Educadores, Biólogos, Farmacêuticos, Psicólogos, Terapeutas, Massoterapeutas, Esteticistas, Fisioterapeutas, Enfermeiros, Naturólogos, Agentes da Saúde em geral, Educadores físicos, alunos e Profissionais de Ayurveda, pessoas ligadas à cultura e filosofia Hindu, Professores e alunos de Yoga, Filósofos, Antropólogos e estudantes de história, todos que demonstrem interesse pelo tema e pessoas interessadas em qualidade de vida.




PRINCIPAIS TEMAS ABORDADOS NO CURSO
- Filosofia do yoga
- Hatha Yoga
- Raja Yoga
- Bhakti Yoga
- Srimad Bhagavad Gita
- Yoga Sutra
- Hatha Yoga Pradipika
- Filosofia Indiana
- Anatomia e Fisiologia 
- Alimentação
- Rotina Diária
- Psicologia Básica
- Meditação e Mantras
- Discussão de Casos
- Yogaterapia




FACILITADORES (CORPO DOCENTE)
Nosso corpo docente é formado por profissionais experientes dedicados à prática e ao ensino do yoga e especialistas em saúde em geral, criando assim uma ampla visão da prática e de seus efeitos.
• Prof. Sergio Carvalho - Praticante de yoga desde 1995 e professor desde 1999.Forma profissionais desde 2003.
• Prof. Guilherme Falavigna - Professor de yoga formado pelo International Sivananda Yoga Center.Forma profissionais desde 2005.
• Profa. Dra Adriana Carvalho - Médica pneumologista pós graduada pela FMUSP e praticante de yoga.
• Profa. Janaína Dadona - Psicóloga com experiência em desenvolvimento infantil e praticante de yoga desde 2002.
• Prof. Ilan Segre - Psicólogo e professor de yoga.Formado em yogaterapia no KaivalyaDhama em Lonavala.


Professores convidados
  • Regina Shakti
  • Trivikrama Maharaj
  • João Carlos B. Gonçalves
  • Erick Schulz
  • Roberto Simões
  • Sabrina Alves
Para mais informações sobre os professores: www.naradeva.com.br



ESTRUTURA DO CURSO de PÓS-GRADUAÇÃO EM YOGA
- 20 (vinte) seminários (módulos) teórico-práticos de fim de semana, uma vez ao mês de acordo com calendário pré estabelecido; Sendo que um dos módulos, será realizado em um final de semana de feriado prolongado em um local especialmente escolhido;
- O curso é dividido em quatro semestres; Cada semestre é composto de 05 finais de semana de aula;
- Cada seminário/módulo é composto por uma aula mensal de um final de Semana (sábado das 9h às 18h e domingo das 8h às 14h) de aproximadamente 14h;
- Os alunos receberão o material necessário para anotações e terão à sua disposição vários slides das aulas na seção interna do website, além de indicações de livros e/ou websites que poderão facilitar o processo de aprendizagem;
- Estudo dirigido mensal, avaliações periódicas e trabalho de conclusão de curso (TCC);
- Haverá entrega de certificado com 75% de presença mínima exigida por disciplina;
- O Certificado de Conclusão do curso é entregue somente aos alunos que cumprirem com todas as exigências de presença mínima e avaliações de acordo com as regras pré estabelecidas da faculdade e do MEC;
- Aos alunos que optarem pelo curso de formação sem pós graduação, as avaliações práticas e teóricas serão aplicadas da mesma forma (70% será a nota exigida para recebimento do diploma);
- O curso de Yoga na modalidade como pós graduação ou livre é o mesmo curso;
- Carga horária total do curso de pós: 400 horas, aproximadas;
- O Certificado de Conclusão de curso pós é emitido pela Faculdade SPEI com registrado no MEC e com as chancelas da UNIPAZ Paraná, do Portal do Yoga e Instituto Naradeva Shala.
- O aluno no final do curso estará recebendo também um certificado de conclusão de curso livre, onde constará toda carga horário do curso incluindo aulas on line, estudos dirigidos, aulas extras e estágios;
- Local de realização dos seminários/módulos: Instituto Naradeva Shala.
- No término do curso, os alunos que quiserem poderão participar de um curso avançado na cidade de Rishiksh/Índia.



INVESTIMENTO DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM YOGA
- Inscrição: R$ 180,00
- Pagamento do curso: 20 parcelas de R$ 400,00 (Pós)
- Pagamento do curso: 20 parcelas de R$ 350,00 (Livre)
*Inclui aulas teórica/prática presenciais, aulas on line, suporte on line de dúvidas, material didático on line, kit Naradeva Shala formação e coffee breaks.
** No módulo intensivo que será realizado em um feriado prolongado previamente marcado, o alunos deverão realizar o pagamento separadamente das diárias do local onde será realizado o curso. A diária estará inclusa a alimentação e estádia.



LOCAL DE REALIZAÇÃO DO CURSO
Instituto Naradeva Shala
Rua Coriolano, 169/171 – Bairro Pompéia – São Paulo/SP
(próximo ao SESC Pompeia)
Tel: (11) 3862.7321 ou 2638.1298
E-mail: cursos@naradeva.com.br
Web Site: www.naradeva.com.br


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mulher e Violência na Índia


No continuum da violência

As políticas econômicas da década de 1990, obcecadas pelo ‘crescimento’, levaram a violência contra as mulheres a novas proporções na Índia

12 de janeiro de 2013 | 16h 00
Juliana Sayuri - O Estado de S.Paulo
Até 16 de dezembro de 2012, Jyoti Singh Pandey era apenas uma estudante universitária de 23 anos a caminho de casa após uma sessão de cinema em Nova Délhi. Naquela noite, porém, foram-lhe brutalmente roubados o próprio corpo, a identidade, os direitos humanos. Estuprada por seis homens em um ônibus em movimento, com requintes sórdidos de tortura com uma barra de metal, a jovem indiana resistiu por 13 dias após a agressão – e morreu no dia 29 de dezembro. A Índia tremeu com enérgicas manifestações e protestos que se alastraram por diversas cidades do país.
Vandana Shiva, filósofa e diretora do Research Foundation of Science Technology and Ecology - Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão
Vandana Shiva, filósofa e diretora do Research Foundation of Science Technology and Ecology
Nessa semana, cinco homens foram acusados oficialmente perante a Justiça indiana – três se declararam inocentes. O sexto suspeito é um adolescente de 17 anos, que será julgado em uma corte juvenil. Enquanto os julgamentos se desenrolam a portas fechadas, resta a lembrança de Jyoti Singh Pandey como símbolo para as milhares de mulheres violentadas diariamente na Índia. "Jyoti detonou uma revolução social", diz a filósofa indiana Vandana Shiva.
Nascida em Dehradum, Vandana colaborou com organizações ambientalistas nos quatro cantos do mundo – África, Ásia, Américas e Europa. Atualmente vive em Nova Délhi, onde lidera o Research Foundation for Science, Technology and Ecology. Autora deStaying Alive: Women, Ecology and Survival in India (1988), Biopiracy (1997) e Water Wars (2002), entre outros, a filósofa mescla movimentos políticos alternativos, ideais ambientalistas, críticas econômicas, biotecnologia e bioética. Desse amálgama teórico saem suas principais ideias para defender os direitos das mulheres mundo afora.
"Se permaneço firme hoje é porque antes de mim outras pessoas lutaram contra a discriminação contra as mulheres", diz. "Meu avô iniciou a primeira escola para garotas na área rural de Uttar Pradesh. E queria transformá-la em uma faculdade. No estilo do Mahatma Gandhi, ele fez greve de fome para que a universidade fosse reconhecida pelo governo. Morreu nesse sacrifício. Um dia depois de sua morte, a instituição conquistou status de faculdade", ela conta ao Aliás. "E minha mãe e meu pai lutaram contra a discriminação de castas. Assim adotaram o nome neutro ‘Shiva’ para renunciar à identidade de casta deles. Minha mãe viveu uma vida tão independente quanto meu pai. Foi um exemplo que tornou a igualdade de gêneros uma condição vital para mim", diz.
Ecofeminista premiada com o Right Livelihood Award – considerado o Nobel da Paz alternativo –, Vandana escreveu um ensaio em tributo a Jyoti Singh Pandey no dia 29 de dezembro. Para pensar a questão feminina (e a brutalidade da violência contra as mulheres no país), a autora extrapola as fronteiras culturais e leva a discussão aos campos da economia e da política. A seguir, trechos do ensaio.
Perversas tradições.
"A violência contra as mulheres é tão antiga quanto o patriarcalismo na Índia. O patriarcalismo tradicional estruturou nossas visões de mundo e nossas mentes. Moldou o universo sociocultural indiano na dominação sobre as mulheres, negando-lhes a humanidade e o direito à igualdade. No entanto, essa dominação se intensificou e se tornou mais perversa recentemente, tomando formas mais brutais, como a morte de Jyoti Singh Pandey, em Nova Délhi, e o suicídio de uma garota de 17 anos, também vítima de estupro coletivo, em Chandigarh. Casos de estupro e violência contra as mulheres dispararam nos últimos anos. O National Crime Records Bureau registrou 10.068 casos de estupro em 1990, número que saltou para 16.496 em 2000. Em 2011, foram 24.206 estupros – um incrível aumento de 873% desde 1971, quando a instituição começou a registrar esses casos. Assim, Nova Délhi emergiu como a capital do estupro na Índia, respondendo por 25% dessas ocorrências. Até que se faça justiça por nossas filhas e nossas irmãs violentadas, o movimento contra a violência não pode parar. E, enquanto intensificamos nossa luta por justiça, também precisamos questionar: Por que os casos de estupro cresceram 240% desde 1990, época em que as novas políticas econômicas foram introduzidas no país? Há uma relação entre os crimes contra as mulheres (mais intensos, mais brutais) e a economia (imposta, injusta e insustentável)? Acredito que sim.
O auge da intempérie.
"Não estou sugerindo que a violência contra as mulheres comece com as políticas econômicas neoliberais. Estou consciente do preconceito de gêneros arraigado na sociedade indiana tradicional. Permaneço firme hoje, pois, antes de mim, outras pessoas lutaram contra as exclusões contra mulheres e crianças. Meu avô sacrificou sua vida pela igualdade feminina. Minha mãe foi uma ‘feminista’ antes de a palavra sequer existir. Mas quero dizer que a violência contra as mulheres tomou uma nova e mais perversa forma, a partir do cruzamento de duas linhas: as estruturas patriarcais tradicionais e as estruturas capitalistas emergentes. Precisamos pensar nas relações entre a violência do sistema econômico e a violência contra as mulheres. Para ilustrar: intempéries sempre aconteceram. Mas como mostram o superciclone Orissa, os ciclones Nargis e Aila, os furacões Katrina e Sandy, a intensidade e a frequência desses desastres se transformaram com as mudanças climáticas. Na mesma linha, nossa sociedade sempre discriminou crianças meninas. Mas e a epidemia de feticídio feminino? E o desaparecimento de 30 milhões de garotas nem nascidas? Levaram essa discriminação a novas proporções. À violência mais brutal e mais perversa – e relacionada aos processos alavancados pelo modelo econômico.
Dois pesos, duas medidas.
"O modelo econômico míope, com foco no ‘crescimento’, desconsidera a contribuição das mulheres para a economia. Quanto mais argumenta, ad nauseum, sobre o ‘crescimento inclusivo’ e ‘inclusão financeira’, mais o governo exclui as contribuições femininas para a economia e a sociedade. Isso porque, de acordo com os modelos econômicos patriarcais, a produção para subsistência é considerada ‘não produção’. Do valor em ‘não valor’, do trabalho em ‘não trabalho’, do conhecimento em ‘não conhecimento’, essas transformações são engendradas pelo mais poderoso número que dita nossas vidas: o produto interno bruto, uma ideia patriarcal – que muitos comentaristas passaram a chamar de ‘problema interno bruto’. Medidas assim se ancoram na ideia que se os produtores consomem o que eles mesmos produzem... Eles não produzem nada, de fato, porque ficam fora das fronteiras da produção. Esses modelos são construções políticas que, na sua própria dinâmica, excluem os ciclos de produção regenerativa e renovável. Por isso, todas as mulheres que produzem para sustentar suas famílias e crianças, suas comunidades, são tratadas como ‘não produtivas’ e ‘inativas’ economicamente. Quando a economia é confinada ao mercado, a economia autossustentável é vista como uma lacuna. A desvalorização do trabalho das mulheres é o resultado natural de um modelo de produção construído pelo patriarcalismo capitalista. Ao se restringir aos valores da economia de mercado, esse modelo ignora a importância (e o valor econômico) de duas esferas vitais para a sobrevivência humana: a economia sustentável e a economia da natureza. Nesses modelos alternativos, o valor econômico mede como são preservadas a vida humana e a vida na Terra. Isto é, nesse sistema, a moeda é a vida – não o dinheiro ou o preço de mercado.
A cultura do estupro.
"Esse modelo patriarcal distancia as mulheres das fontes naturais das quais dependem – a terra, a floresta, as sementes e a biodiversidade. Reformas econômicas ancoradas na ideia de crescimento ilimitado num mundo limitado só podem ser mantidas com os poderosos arrebatando recursos dos vulneráveis. O ‘roubo’ de recursos, essencial para o tal crescimento, cria uma cultura do estupro: o estupro da Terra e das mulheres. Esse crescimento só é ‘inclusivo’ por incluir mais e mais números nesses círculos de violência. Noutras vezes, destaquei repetidamente que o estupro da Terra e o estupro das mulheres estão intimamente relacionados, tanto metaforicamente quanto materialmente. Primeiro, por moldar visões de mundo. Segundo, por moldar a vida cotidiana das mulheres. Uma vez vulneráveis economicamente, as mulheres se tornam mais vulneráveis a outras formas de violência, como a agressão sexual. Isso nós podemos observar durante uma série de audiências públicas sobre o impacto das reformas econômicas nas mulheres. Esses encontros foram organizados pela National Comission on Women e pela Research Foundation for Science, Technology and Ecology.
Na raiz do abismo.
"Ainda sobre as relações entre a violência e o modelo econômico. As reformas nos levaram à subversão da democracia e à privatização do governo. O governo comenta a economia como se nada tivesse a ver com a política e o poder. Ora, os sistemas econômicos influenciam os sistemas políticos. É imposto um modelo econômico moldado de acordo com interesses políticos de uma classe e de um gênero em particular. É uma convergência de poderes econômicos e políticos que agravam as desigualdades e acirram a distância entre a classe política e o desejo da sociedade que, teoricamente, eles deveriam representar. Isso está na raiz da ruptura entre políticos e a sociedade, tal como vivenciamos durante os protestos desde o estupro coletivo de Nova Délhi. Pior ainda, temos uma classe política alienada que teme seus próprios cidadãos. Isso justifica o crescente uso da força policial para esmagar manifestações civis não violentas, como testemunhamos em Délhi. Ou na tortura de Soni Sori, em Bastar (presa em 2011, a ativista disse que foi torturada e violentada sexualmente por policiais de Chhattisgarh). Ou na prisão de Dayamani Barla, em Jhakhand (presa em 2012, a jornalista foi acusada de perturbar a lei e a ordem ao liderar protestos em anos anteriores). Ou nas milhares de agressões a comunidades que lutam contra a usina nuclear em Kudankulam. Por isso, os políticos se cercam de seguranças VIP, desviando a polícia de seus deveres importantes, como proteger mulheres e cidadãos comuns.
Commodity geral.
"Além disso, o modelo econômico atual transforma tudo em commodities. Tudo, incluindo as mulheres. As sementes, a terra, a comida, as mulheres, as crianças. Alavancado pela liberalização econômica, tudo se transforma em commodities. Isso degrada os valores sociais, acirra o patriarcalismo e intensifica a violência contra as mulheres. Nós paramos uma reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Seattle, com o slogan: ‘Nosso mundo não está à venda’. Essa é a ideia. Sistemas econômicos influenciam valores culturais e sociais. E uma economia de commodities cria uma cultura de commodities, onde tudo tem um preço. E nada tem valor.
Entre quereres e poderes.
"Assim, a cultura do estupro é um sintoma das mudanças decorrentes da economia neoliberal. Precisamos de auditorias sociais para as políticas econômicas em nossos tempos. Se tivéssemos uma auditoria sobre a corporativização do setor de sementes, 270 mil fazendeiros não teriam sido empurrados ao suicídio na Índia. Se tivéssemos uma auditoria sobre a corporativização da agricultura, não teríamos um em quatro indianos faminto, uma em três mulheres mal nutrida, uma em duas crianças definhando devido a severa desnutrição. Talvez assim, a Índia não fosse a ‘república da fome’, tal como escrevera Utsa Patnaik (economista marxista da Jawaharlal Nehru University). Vítima do estupro coletivo em Nova Délhi, Jyoti Singh Pandey detonou uma revolução social. Uma revolução que devemos apoiar, aprofundar, ampliar. Devemos exigir rápida e efetiva justiça para as mulheres, com leis novas e tribunais mais ágeis para condenar os responsáveis por esses crimes. Devemos ver o continuum das diferentes formas de violência contras as mulheres: o feticídio feminino, a exclusão econômica, as agressões sexuais. Precisamos dar continuidade ao movimento por reformas sociais para garantir a igualdade e a segurança das mulheres. Isso deve ser construído nos pilares fundados com o movimento de independência e o movimento feminista nos últimos 50 anos. E, enquanto fazemos tudo isso, precisamos mudar o paradigma em vigor. Economia e sociedade não estão isoladas. As reformas nesses dois campos não podem mais ficar separadas. Para dar fim à violência contra as mulheres, também precisamos mudar. Mudar de uma economia capitalista violenta para economias sustentáveis e pacíficas, que respeitem as mulheres e, no limite, a própria Terra."
Retirei do site do Estadão, pois estava dando algum erro que eu não conseguia através dos links do facebook etc, repassar as minhas redes sociais, então copiei e colei aqui em meu blog, abaixo segue o link original.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ayurveda no Globo Repórter

Amigas e Amigos,
Namaskaram

No, dia 30/11/12, o Globo Repórter exibiu uma edição dedicada a Índia, que entre muitos outros assuntos, um bloco inteiro só sobre o Ayurveda.

Este bloco sobre Ayurveda teve a consultoria do diretor do Instituto Naradeva Shala e Vice-Presidente da ABRA, Erick Schulz e foi gravado no AVP – Arya Vaidya Pharmacy, complexo de escola, universidade, clinica, hospital e fábrica de medicamentos ayurvédicos situado no sul da Índia no estado de Tamil Nadu, cidade de Coimbatore.

ABRA – Associação Brasileira de Ayurveda desde 2010 possui parceria oficial/formal com o AVP, por meio do MOU (Memorandun of Understanding), tornando-se representante do AVP no Brasil e é o organizador junto com o AVP do Curso Avançado de Ayurveda que se realiza todos os anos no mês de janeiro na Índia na sede do AVP com o corpo docente do mesmo.

Eu fico muito feliz de ter participado de mais este degrau que o ayurveda alcançou em território brasileiro.

Namaskaram
Erick

Foto Oficial de toda a turma de alunos brasileiros no AVP com os professores em Janeiro de 2012 


Natureza está presente na forma como a sociedade indiana cuida da saúde

O diagnóstico é feito através de técnicas antigas. Nada de consultas rápidas. Médico e paciente trocam informações em longas conversas. Esta é a medicina Ayurveda.

O poder do dia e do verde para restaurar o corpo. A equipe do Globo Repórter foi a uma área de repouso - em um hospital - em coimbatore, sul da Índia. Um centro médico bem diferente dos que existem no Brasil. Remédio? Tratamento? Lá, o sistema é outro.

A natureza está presente na forma como a sociedade indiana cuida da saúde. Descanso e silêncio são fundamentais para o bem estar. A sabedoria milenar transmitida por gerações está viva em métodos de cura.

Métodos naturais e muito relaxantes. Para dores nas costas, a queixa mais comum, massagens com óleos extraídos de plantas. Ou compressas de trouxinhas de arroz cozido mergulhadas em leite quente.
E "yoga" - receitado como tratamento para grande parte dos pacientes. É o fortalecimento do corpo e da mente - na luta contra as enfermidades.

O diagnóstico é feito através de técnicas antigas. Nada de consultas rápidas. Médico e paciente trocam informações em longas conversas. Esta é a medicina Ayurveda.

“Nós tratamos o paciente e não a doença. Este é o princípio do Ayurveda. Duas pessoas que vem aqui com a mesma queixa, com o mesmo diagnóstico, podem receber duas prescrições diferentes, dois tratamentos diferentes e até mesmo duas dietas diferentes”, afirmou Unniappan Indulal, médico.

A dieta é uma parte muito importante do tratamento. O ideal é que cada refeição tenha alimentos de sabores vaiados: salgado, doce, amargo. E tudo isso pode ser acompanhado por uma bebida, de preferência na mesma temperatura da comida.

As porções são pequenas, mas bem dosadas. Para o Ayurveda, comida demais pode ser um veneno para a saúde.

Na cozinha, tudo é preparado na hora. Um cardápio leve, à base de legumes, sem carnes e nem frituras. Mas o doutor alerta: nenhum alimento é proibido.

“Não há nada que seja universalmente bom ou ruim. Para algumas pessoas, até o álcool pode agir como medicamento ao passo que para outras, a menor das doses, pode ser prejudicial. Então, a carne vermelha também pode se tornar um medicamento. Tudo depende da condição do paciente, da frequência com que consome e do tamanho da porção”, explicou o médico.

Syamala Jayeram sofre com dores nas juntas. Aos 61 anos, a bancária aposentada vinha se tratando com remédios ocidentais. A melhora foi rápida, mas não duradoura. Os medicamentos causaram problemas no estômago e as dores voltaram meses depois. Agora, ela optou pelo Ayurveda - um tratamento onde não se pode ter pressa.

“Se você tiver tempo e tiver paciência, você pode vir para o Ayurveda. Porque aqui o processo é demorado, mas vai te curar melhor e por um longo período”, disse Syamala Jayeram, aposentada.

O médico dela, o doutor Shiva, explica que esta medicina tem como primeiro objetivo prevenir o mau funcionamento do corpo. Através de dieta e atividade física. O paciente precisa se conhecer muito bem e construir um estilo de vida harmonioso. Mesmo quando a vida moderna traz estresse e impede o descanso e a alimentação nutritiva.

“O Ayurveda aconselha um estilo de vida bem regrado. De manhã até a noite. Acordar cedo, com o nascer do sol, cuidar da higiene, ter as refeições nos horários certos - café da manhã, almoço e jantar - e dormir sempre no mesmo horário. Este é o segredo da boa saúde”, ressaltou Shiva Prasad, médico.

Na farmácia do hospital, o médico nos mostra as fórmulas naturais para reequilibrar o organismo. Em cada frasco, combinações de raízes, sementes, folhas.

No Ayurveda, há nove categorias de medicamentos. Entre eles, óleos e xaropes. Nesta fábrica, são produzidos 500 tipos de remédios naturais. E o faturamento passa de R$ 1 milhão por mês.
Mas boa parte das formulações é preparada lá mesmo, no hospital. O laboratório lembra uma cozinha. Mais de mil espécies de plantas são usadas nas fórmulas do Ayurveda.

Algumas crescem em jardins, mas muito do que é usado - cerca de 80% - vêm de matas nativas concentradas principalmente no sul da Índia.

Nesta medicina indiana, para manter a saúde em bom estado, o lado espiritual não pode ser esquecido. No templo que fica dentro do hospital, um ritual marca o início dos tratamentos todas as manhãs. A equipe do Globo Repórter fez questão de participar.

É um ritual para afastar as doenças e garantir a boa saúde. Ele é feito a pedido dos pacientes que ficam sentados em volta.

Mas as preces vão para todos os enfermos lembrados, enquanto óleos e ervas são queimados na fogueira. Apesar da ligação com os rituais, o Ayurveda não é uma religião. Desenvolvido a partir de textos escritos há cinco mil anos, ele é tratado pelos estudiosos como uma ciência.

Segundo Krishna Kumar, diretor do hospital, pesquisadores do mundo todo têm testado e aprovado os métodos. A repórter Cláudia Bomtempo pergunta a ele se, com tantos avanços na medicina, o método indiano não ficou ultrapassado. Para Krishna Kumar, o Ayurveda ainda é o que há de melhor para o homem moderno.

“Nas grandes cidades, se você prestar atenção, há sempre uma multidão correndo de um lado para o outro. Pare estas pessoas e pergunte: por que? A maioria não vai saber responder porque corre tanto. Hoje, as pessoas estão se dando conta disso e querem voltar às raízes”, disse Krishna Kumar, diretor do hospital.

Tão antigo e tão atual. A procura pelas terapias tradicionais tem crescido na Índia. No hospital, todos os chalés estão reservados até o fim do ano que vem.

Alguns pacientes vêm de longe. Satish é empresário e mora nos Estados Unidos. Há dois anos, iniciou um tratamento para curar problemas digestivos e dores nas costas. A cada ano, passa um período no hospital para revisão. Desta vez, aproveitou também para fazer um tratamento estético - uma pasta feita de uma combinação de raízes está melhorando a pele que costumava ficar muito seca e rachar. O empresário conta que precisou mudar a dieta e diminuir a correria e estresse. E que, agora, sente-se muito melhor.

“A sensação do Ayurveda é difícil de explicar. É como estar flutuando em uma nuvem. Você se sente relaxado. Ele age no corpo e na mente. E quando os dois estão em equilíbrio, você se sente no céu”, ressaltou Satish Daryanani, empresário.



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Aprendizados Ayurvédicos


Nós últimos três meses foram de intensos aprendizados ayurvédicos.

O que aprendi?

Com certeza não tem palavras que conseguem descrever o sentimento que tenho neste momento ao escrever este post, só tenho uma coisa para falar, muito obrigado a todos os grandes seres, por ter nos ajudado e permitido que nós vivenciássemos isso, com certeza será inesquecível.

Pensar “ayurvédicamente” é a chave do Ayurveda, aprendemos que de nada adianta conhecer todos os textos, ser um exímio conhecedor de ervas entre outras coisas quanto o principal que é ter entendido o Ayurveda como ele é, sem mesclas, sem preconceitos, sem ocidentalismos ou alopatização, não é compreendido.

Aprendendo o Ayurveda dessa forma fica fácil e SIMPLES e tudo é Ayurveda.

Obrigado a todos que ajudaram estes dias acontecerem de forma tão suave e tranquila.

Jay Dhanvantari

Namaskaram

Erick Schulz

sábado, 18 de agosto de 2012

Ayurvedic Thailam Gets Scientific Validation



Amigos, olhem que interessante essa matéria, sobre uma pesquisa realizado na Universidade de Kannur em relação ao Dhanvantharam Thailam, que é um óleo maravilhoso que usamos no Ayurveda.

Caso alguém queira traduzir seria ótimo.

http://new


Neste link acima tem algumas outras informações.
Por favor, ajudem a divulgar.
Abs
Erick
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